Mulher presa como “falsa advogada” morre após passar mal em penitenciária no Piauí

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A Secretaria de Estado da Justiça do Piauí (Sejus) confirmou a morte de Lucila Meireles, que estava presa sob suspeita de se passar por advogada para corromper servidores da Justiça do Amazonas. Ela morreu após ser internada devido a complicações no estado de saúde.

Lucila havia sido detida no dia 20/02/2026 durante a Operação Erga Omnes e cumpria pena na Penitenciária Feminina Gardênia Gomes Lima Amorim, na capital piauiense. De acordo com informações da Sejus, a detenta enfrentava problemas psicológicos e tinha dificuldades para se alimentar.

Foto: Reprodução

Na última sexta-feira (26/05), ela foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu e veio a óbito.

A suspeita foi presa no Centro de Teresina por meio da Diretoria de Operações Policiais (DEOP). As investigações apontavam que ela corrompia servidores da Justiça no Amazonas para obter acesso a informações de processos sigilosos. A operação mirava uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção.

Durante as buscas, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos, anotações e o token de uma advogada da OAB-AM, supostamente utilizado de forma ilegal.

Segundo a polícia, o grupo investigado teria movimentado cerca de R$ 70 milhões por meio de empresas de fachada, usadas para facilitar a compra e distribuição de drogas. Relatórios de inteligência apontaram movimentações bancárias atípicas e incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos, além de transferências suspeitas entre integrantes da organização e empresas ligadas ao esquema.

Mandados de prisão foram cumpridos em diferentes estados. A extração de dados de celulares contribuiu para mapear a estrutura criminosa.

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