O ex-diretor-adjunto de uma creche em Timon (MA), Alberto Luiz Freitas Monção, de 49 anos, investigado por suspeita de abusar sexualmente de crianças dentro da unidade de ensino, foi preso novamente nesta sexta-feira (10/07), em Teresina. A nova prisão ocorre dias após o investigado romper a tornozeleira eletrônica que utilizava por determinação da Justiça e descumprir as medidas cautelares impostas durante o processo.
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A informação foi confirmada pelo delegado Cláudio Mendes, responsável pelo caso. Alberto Luiz havia rompido o equipamento de monitoramento eletrônico no último dia 5 de julho, passando a ser considerado foragido. Após diligências, ele foi localizado e capturado na capital piauiense.
O investigado estava em liberdade desde junho, quando a Justiça revogou sua prisão preventiva. A decisão foi fundamentada no entendimento de que houve excesso de prazo para a conclusão do inquérito policial e para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público.
Apesar da revogação da prisão, ele deveria cumprir uma série de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, o afastamento de funções públicas, a proibição de frequentar instituições de ensino, o recolhimento domiciliar no período noturno e a proibição de manter contato com vítimas e testemunhas.
Entenda o caso
Alberto Luiz foi preso pela primeira vez em maio deste ano, durante investigação que apura supostos abusos sexuais contra crianças em uma creche localizada no bairro Vila João Reis, em Timon.
Segundo a Polícia Civil, imagens do circuito interno de segurança mostraram o então diretor-adjunto retirando crianças da sala de aula e conduzindo-as até um depósito próximo à diretoria, apontado como o único ambiente da unidade sem monitoramento por câmeras. Conforme a investigação, ele permanecia no local por alguns minutos e, em seguida, devolvia as crianças às salas de aula oferecendo presentes.
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As apurações também indicam que o investigado afastava a funcionária responsável pelas crianças antes de levá-las ao depósito. O caso veio à tona após familiares relatarem que algumas vítimas passaram a apresentar dores e mudanças de comportamento, circunstâncias que motivaram o aprofundamento das investigações.








