A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, foi presa na manhã desta quinta-feira (07/05), em Teresina, durante uma ação da Polícia Civil do Piauí. Ela é investigada por agredir uma empregada doméstica grávida no município de Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís, no Maranhão.
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A prisão aconteceu no bairro São Cristóvão, na zona Leste da capital piauiense, após cumprimento de mandado expedido pela Justiça maranhense. Segundo as investigações, a empresária estava foragida desde a última quarta-feira (06/05), quando a prisão preventiva foi decretada.
De acordo com vídeo publicado nas redes sociais, a advogada Nathaly Moraes, responsável pela defesa de Carolina, confirmou o cumprimento de mandado de prisão contra a cliente e relatou que a mesma vai responder pelo crime investigado.
“Ela já foi presa, o mandado de prisão está sendo cumprido agora em Teresina. Ela vai responder conforme eu havia colocado em nota. Ela vai responder nos termos e vai cumprir as medidas judiciais que foram impostas e a defesa segue atuando”, advogada Nathaly Moraes.
O caso
De acordo com a denúncia, o caso ocorreu no dia 17 de abril deste ano. A vítima teria sido acusada pela ex-patroa de furtar uma joia e, em seguida, submetida a agressões físicas e ameaças. Conforme o relato investigado pela polícia, a doméstica foi arrastada pelos cabelos, agredida com coronhadas e obrigada a ficar de joelhos enquanto uma arma era colocada em sua boca.
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Durante as apurações, áudios atribuídos à empresária passaram a circular e reforçaram as suspeitas. Em uma das gravações, ela relata as agressões cometidas contra a funcionária e afirma que contou com a ajuda de um homem armado durante a ação.
“Ele puxou a bicha [arma] e botou na cabeça dela. Pegou no cabelo, botou ela de joelho, puxou a bicha e botou na boca dela”, descreveu.
Em outro trecho, a empresária ironiza a situação e afirma que a vítima não deveria ter sobrevivido às agressões.
“A Carol dos velhos tempos voltou assim: florescendo. Dei tanto nessa mulher, eu dei tanto que até hoje minha mão está aqui inchada. Não era nem para [ela] ter saído viva”.
As mensagens de áudio atribuídas à empresária passaram a integrar o inquérito conduzido pela Polícia Civil. Nas gravações, ela chega a afirmar que a vítima “não era pra ter saído viva”. Em um dos trechos, Carolina relata que a mulher teria sido submetida a uma sequência de violência física durante cerca de uma hora.
“Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice, era eu e ele fazendo”, afirmou Carolina Sthela.
Ainda segundo os áudios, uma equipe da Polícia Militar teria abordado os envolvidos no dia da ocorrência. A empresária afirma que conhecia um dos policiais e, por isso, teria sido liberada após a abordagem.








