A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (22), mais uma fase da Operação Carcará em Teresina (PI). A ação teve como objetivo proteger vítimas de violência sexual infantojuvenil, interromper o planejamento de sequestro e estupro de crianças e adolescentes e combater crimes de armazenamento, produção e compartilhamento de material digital com conteúdo sexual envolvendo menores, praticados por meio da internet.

Durante a operação, policiais federais cumpriram um mandado judicial de prisão preventiva expedido pela 3ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Piauí, após manifestação favorável do Ministério Público Federal.
As investigações apontaram que o investigado, ao longo dos últimos anos, adquiriu, possuía, armazenava, produzia e compartilhava vídeos e imagens contendo material de violência sexual infantojuvenil. Também foi constatado que ele planejava o sequestro de crianças e adolescentes em escolas localizadas na região sudeste de Teresina, com a intenção de utilizar medicamentos para facilitar a ação criminosa.
O investigado poderá responder pelos crimes de produção, posse e compartilhamento de material contendo violência sexual contra crianças ou adolescentes, além de outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.
Segundo a Polícia Federal, em 2025 o Piauí alcançou número recorde de operações voltadas ao enfrentamento do abuso sexual infantojuvenil, com mais de 20 ações deflagradas no estado. As operações têm foco na identificação de criminosos e no resgate de vítimas, resultado do esforço conjunto das unidades da instituição e da capacitação contínua dos servidores.
A corporação ressalta que, embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia” para caracterizar crimes dessa natureza, a comunidade internacional adota expressões como “abuso sexual” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, por refletirem de forma mais precisa a gravidade da violência sofrida pelas vítimas.
A Polícia Federal também reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a monitorar e acompanhar a rotina digital e presencial de crianças e adolescentes. A instituição recomenda diálogo aberto sobre os riscos do ambiente virtual, orientação quanto ao uso seguro de redes sociais, jogos e aplicativos e atenção a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou excesso de sigilo no uso de celulares e computadores.
Ainda de acordo com a PF, é fundamental que crianças e adolescentes saibam como agir diante de contatos inadequados e se sintam seguros para procurar ajuda. A prevenção e a informação são apontadas como ferramentas essenciais para garantir a segurança e o bem-estar do público infantojuvenil.








