O ex-governador Wilson Martins confirmou nesta quinta-feira (28) ao GP1 que mantém sua decisão de se filiar ao PSD, partido comandado no Piauí pelo deputado federal Júlio César , para disputar uma vaga na Câmara Federal em 2026. A declaração rebateu especulações de bastidores de que ele teria desistido de migrar para o núcleo pessedista e recuado da pré-candidatura. Segundo Martins, a informação não procede e sua entrada no PSD está definida.

Atualmente primeiro suplente de deputado federal pelo PT, Wilson Martins oficializou sua escolha durante reunião com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O encontro contou ainda com a presença da senadora Jussara Lima, do deputado estadual Georgiano Neto e do líder político José Augusto Nunes, consolidando o alinhamento político que abre caminho para a candidatura.
O PSD tem trabalhado para estruturar uma chapa competitiva à Câmara Federal em 2026, buscando ampliar sua presença em Brasília. Além de Wilson Martins, o partido deve contar com os atuais deputados federais Marcos Aurélio Sampaio, Castro Neto e Fábio Abreu, além do próprio Georgiano Neto, pré-candidato que tende a puxar votos. A legenda projeta eleger de quatro a cinco parlamentares piauienses.
A movimentação de Wilson Martins não foi bem recebida dentro do PT, partido ao qual ele ainda está filiado. Setores da sigla consideram que a saída do ex-governador enfraquece a chapa proporcional petista, que vinha contando com seu nome como um dos mais fortes na disputa para deputado federal.
Na base governista, apenas PT e PSD devem lançar chapas próprias para a Câmara dos Deputados em 2026. Cada partido mira eleger entre quatro e cinco representantes, mas há preocupação com a possível redução no número de cadeiras destinadas ao Piauí, o que pode acirrar a disputa interna entre os aliados. Nesse cenário, a migração de Wilson Martins é vista como um cálculo estratégico.
O ex-governador avaliou que suas chances de vitória seriam maiores dentro do PSD. Entre os fatores considerados estão a quantidade de candidatos competitivos em cada partido: o PT deve ter quatro deputados federais buscando a reeleição, enquanto o PSD conta apenas com dois. Além disso, a candidatura de Georgiano Neto é vista como decisiva, pois seu potencial de votos pode impulsionar o partido a conquistar quatro cadeiras no próximo pleito.








