A capital piauiense enfrenta um cenário preocupante em relação ao seu futuro ambiental. O climatologista Werton Costa, diretor da Defesa Civil Estadual, alertou neste domingo (18/01) que Teresina caminha para uma redução gradual no volume de chuvas e um aumento nos riscos de desastres. Embora a precipitação não vá desaparecer, os modelos indicam que ela será mais irregular, com o aumento dos “veranicos” — períodos de estiagem no meio da estação chuvosa — e a ocorrência de eventos extremos, como ventais fortes, raios e tempestades concentradas.
O especialista aponta um “paradoxo” na gestão urbana de Teresina: enquanto a população clama por chuvas para aliviar o calor, a cidade sofre com a retirada sistemática de árvores e o crescimento desenfreado da malha asfáltica. Essa combinação reduz a cobertura vegetal e intensifica o aquecimento do solo, destruindo o microclima que favorece as chuvas locais e transformando a capital em uma “ilha de calor” cada vez mais vulnerável às mudanças climáticas globais.
Apesar do alerta de longo prazo, há um alívio imediato no radar. Segundo Costa, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) — o principal sistema meteorológico indutor de chuvas na região — deve se posicionar sobre o Piauí a partir desta terça-feira, 20 de janeiro. O fenômeno ocorre onde os ventos dos dois hemisférios se encontram, prometendo trazer nuvens carregadas, chuvas intensas e uma leve queda nas altas temperaturas registradas nas primeiras semanas de 2026.









