Laudo de Jair Bolsonaro indica câncer de pele, diz médico

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O médico Claudio Birolini, chefe da equipe cirúrgica que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), confirmou nesta quarta-feira (17) que exames identificaram duas lesões compatíveis com câncer de pele. O ex-presidente recebeu alta hospitalar por volta das 13h40, após passar a noite internado no Hospital DF Star, em Brasília.

Bolsonaro havia sido internado na tarde de terça-feira (16) após apresentar crises de soluço, vômito e queda de pressão arterial. Segundo boletim médico, os sintomas melhoraram após hidratação e medicação intravenosa.

Foto: Michael Melo/Metrópoles @michaelmeloBolsonaro

No último domingo (14), ele passou por um procedimento para remover oito lesões de pele. O laudo anátomo-patológico confirmou a presença de carcinoma de células escamosas “in situ” em duas dessas lesões, localizadas no tórax e em um dos braços.

“Duas das lesões vieram positivas para carcinoma de células escamosas, que não é nem o mais bonzinho e nem o mais agressivo, mas, ainda assim, é um câncer de pele”, explicou Birolini.

De acordo com o cirurgião, as lesões foram retiradas e, por estarem em estágio precoce, não exigem tratamento adicional no momento, apenas acompanhamento periódico. “Pela característica da pele dele, por ter tomado sol sem proteção, será necessário fazer avaliações regulares para verificar se outras lesões surgem”, acrescentou.

Além do quadro de saúde, Bolsonaro — que cumpre prisão domiciliar após condenação a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado — deverá apresentar atestado médico ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Boletim médico divulgado pelo hospital

“O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi admitido no Hospital DF Star na tarde do dia 16 de setembro, devido a quadro de vômitos, tontura, queda da pressão arterial e pré-síncope. Apresentou melhora dos sintomas e da função renal após hidratação e tratamento medicamentoso por via endovenosa.

O laudo anátomo patológico das lesões cutâneas operadas no domingo mostrou a presença de carcinoma de células escamosas ‘in situ’, em duas das oito lesões removidas, com a necessidade de acompanhamento clínico e reavaliação periódica. Recebe alta hospitalar, mantendo o acompanhamento médico.”

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