A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária vermelha, no patamar 2 — o mais alto do sistema — será acionada em todo o mês de agosto. Com isso, os consumidores vão pagar uma taxa extra de R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, valor superior ao que vinha sendo cobrado em julho, quando vigorava o patamar 1 da mesma bandeira, com acréscimo de R$ 4,46 por 100 kWh.

Segundo a agência reguladora, o aumento se deve à redução no volume de chuvas, que compromete a geração de energia pelas hidrelétricas, principais fontes do país. “O cenário de afluências abaixo da média em todo o país reduz a geração por meio de hidrelétricas. Esse quadro eleva os custos de geração de energia, devido à necessidade de acionamento de fontes mais caras, como as usinas termelétricas”, informou a Aneel em nota.
A mudança já pressiona o bolso dos consumidores. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a energia elétrica foi o principal item de alta no IPCA-15 de julho, com avanço de 3,01% na energia residencial e impacto de 0,12 ponto percentual na prévia da inflação. Com o novo patamar, a expectativa é de que o impacto inflacionário aumente em agosto. O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, serve como um alerta sobre os custos reais da geração de energia, incentivando o consumo consciente em períodos de escassez hídrica.








