
A Justiça colocou em liberdade, nessa quarta-feira (22), a mãe do bebê encontrado morto em uma residência com o pescoço quebrado, no município de São João da Canabrava, cerca de 30km de Picos (PI). A mulher tinha sido autuada por homicídio culposo.
O cabo Franco, da Polícia Militar de São João da Canabrava, informou que a mãe da criança acordou e encontrou o bebê já sem vida.
Tentaram reanimar a criança e não conseguiram, pois a criança já estava morta. Ligaram para a Polícia Militar e depois acionamos a perícia e o Conselho Tutelar. Chegando no local, constatamos a veracidade dos fatos, disse o cabo.
Durante audiência, a Justiça entendeu que não havia indícios para manter a mulher presa, enquanto a investigação for realizada. Desse modo, não foi requerida a prisão preventiva, mas foi solicitado a aplicação de medidas cautelares.
“Em concordância com a manifestação do Ministério Público e da defesa, homologo o flagrante. Superada a questão da legalidade da prisão em flagrante, passo à análise da sua conversão em prisão preventiva ou concessão da liberdade provisória com imposição de medidas cautelares diversas da prisão. O Delegado arbitrou a fiança em 1.412,00 valor que até então não foi pago. Considerando a ausência de pagamento, a inexistência de outros registros criminais e a flagrante ser beneficiária do programa assistencial bolsa família, dispenso a fiança, concedo a liberdade provisória sem fiança e impondo medidas cautelares”, diz trecho da decisão.
Entenda o caso
Um bebê, com 5 meses de vida, foi encontrado morto na manhã de terça-feira (21) em casa, localizada no município piauiense de São João da Canabrava, a 39km de Picos. O caso aconteceu no Povoado Santa Úrsula.
O cabo Franco da Polícia Militar, informou que a perícia constatou que o bebê estava com o pescoço quebrado. Dessa forma, o resultado do exame do corpo de delito contraria o depoimento dado por Valéria Maria em que ela relata que a causa da morte teria sido provocada por um acidente.
A mãe estava relatando que poderia ter dormido por cima da criança e ter asfixiado ela. Porém, o exame de corpo delito tirou essa possibilidade. Mediante essa informação da perícia colhemos informações da vizinhança, onde algumas informações foram muito relevantes e, assim, fizemos a condução da mãe até a central de flagrante para colher o depoimento dela, disse o cabo.








