Aulas na UFPI serão de forma remota devido a greve no transporte público

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A Reitoria da Universidade Federal do Piauí (UFPI) comunicou na tarde desta quarta-feira (15), que as aulas serão do formato remoto até o mês de abril devido a greve do transporte coletivo em Teresina.

Conforme o memorando divulgado pela Pró-Reitoria, a situação de greve no transporte público da Capital impacta na comunidade acadêmica com relação ao cumprimento das atividades do ensino de graduação.

 

UFPI
Monalisa Mendes/Lupa1

Por isso, o ano letivo 2022 que termina no dia 4 de abril, ou seja, em 18 dias, será de forma virtual. “Resolve que as atividades acadêmicas de finalização do período letivo 2022.2, dos cursos presenciais Teresina, poderão ocorrer por meios de tecnologias digitais em caráter extraordinário conforme decisão do corpo docente”, diz trecho do documento.

O memorando foi assinado pela pró-reitora da UFPI, Ana Beatriz Sousa Gomes, com  validade de 18 dias.

Greve

A greve dos motoristas e cobradores do transporte público de Teresina foi deflagrada nessa segunda-feira (13), após assembleia geral feita pela categoria. O movimento grevista reflete a falta de acordo entre os trabalhadores e os empresários que dominam o serviço na capital piauiense. Os funcionários cobram o pagamento salarial, vale refeição e plano de saúde.

A crise no transporte público de Teresina se arrasta pelo logo dos anos e piorou com o início da pandemia da covid-19. Além dos trabalhadores que amargam a falta de pagamento, quem sofre mais ainda é a população carente que precisa do transporte público para ir ao trabalho, hospitais, e ir aos locais de estudo.

 

Cadastro de ônibus iniciaram
Foto: Junior Santos/Lupa1

“A nossa vida já é sofrida com esse transporte que não é de alta qualidade, mas quando ele deixa de nos atender nosso sofrimento quadruplica. Eu não tenho dinheiro para pagar a passagem do transporte coletivo, imagina para pagar R$ 40, R$ 50 em aplicativos. Eu moro no residencial Dilma Rousseff, na zona norte e trabalho na zona sul de Teresina, é algo inviável para mim. E se eu perder meu emprego, quem vai alimentar minha família”, narrou a auxiliar de serviços gerais e estudante, Ana Maria.

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