Sem sucesso nas negociações, motoristas e cobradores do transporte público de Teresina deflagraram greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (13). Eles reivindicam o reajuste do salário para R$ 2.830 com jornada de 7h20, ticket alimentação de R$ 600 e plano de saúde.
Na última reunião realizada entre os trabalhadores e empresários, a categoria não aceitou a proposta de reajuste de 6% nos salários, 20% no auxílio-alimentação e 33% no auxílio saúde.

O Setut se manifestou por meio de uma nota, onde diz que a recusa causou surpresa aos empresários, pois, segundo eles, o reajuste ofertado foi acima da inflação.
Veja a nota na íntegra
O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) informa que na tarde desta sexta-feira (10), a entidade esteve reunida, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), juntamente com a Procuradoria Regional do Trabalho, Prefeitura de Teresina e os dois sindicatos, patronal e laboral, onde foram amplamente discutidas todas as questões que envolvem uma negociação salarial a respeito do transporte urbano, serviço público essencial para toda a sociedade.
Ao final, o sindicato patronal, sensibilizado, após os apelos do Desembargador Manoel Edilson, Procurador Chefe do Trabalho Dr Edno, bem como dos representantes da prefeitura, ofertou para seus colaboradores, num esforço sobre-humano, um reajuste de 6% nos salários (a inflação está em 5,7% ), 20% no auxílio alimentação e 33% no auxílio saúde.
Para surpresa de todos e indignação dos representantes do setut, os sindicalistas, representantes sindicato dos motoristas, não aceitaram a proposta e afirmaram, categoricamente, que iriam manter a greve, com indicativo de iniciar na segunda-feira, em desrespeito total à população teresinense.
O Setut reitera seu total compromisso com a população da capital, buscando diálogo permanente tanto com o sindicato laboral, quanto com a Prefeitura, para manter o bom funcionamento do sistema de transporte da capital.
Crise no transporte
A crise no transporte público de Teresina já perdura há quase 3 anos, desde o decreto municipal de calamidade pública, estabelecido em março de 2020, que suspendeu o transporte público de Teresina, no início da pandemia da covid-19.
Após a suspensão e início da retomada das atividades comerciais, já aconteceram greves gerais, paralisações, por parte dos trabalhadores que viram sistematicamente seus direitos trabalhistas serem esvaídos.
Houve ainda, a desativação dos terminais de integração e a depredação das 40 estações de transbordo, além da falta de manutenção nos veículos, o que resulta em uma frota sucateada.
A Câmara de Vereadores de Teresina chegou a realizar uma CPI para apurar possíveis irregularidades nos contratos entre a prefeitura e as empresas, mas os problemas permaneceram.
Como a população está se locomovendo?
Na última quinta-feira (09), a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) iniciou os cadastros de ônibus e vans para atenderem os usuários do transporte público em Teresina, no intuito de suprir a demanda da capital.








